08/07/2014

Alemanha, o país do futebol

Eles tiraram o futebol do país da lama para transformá-lo no mais organizado e poderoso do mundo. Estádios lotados e novos craques despontaram de uma filosofia simples: o papel social do esporte é mais importante que qualquer troféu.






No comecinho dos anos 2000, o grandalhão Oliver Bierhoff era o maior - e bota maior - símbolo do então apático futebol alemão. Experiente, corpulento, de canelas longas, pouca técnica e quase nenhuma movimentação, o centroavante abusava dos seus 1,91 m para finalizar as jogadas do único jeito que sabia: pelo alto, entre os zagueiros, cabeceando firme para dentro das redes. O movimento era repetido à exaustão. Jogo a jogo.

Na Eurocopa de 2000, na Bélgica, os alemães sentiram a limitação bater na ponta das chuteiras. Atirados em um grupo com equipes fortes - Inglaterra, Portugal e Romênia -, caíram logo na primeira fase, marcando apenas um ponto e um gol. Vexame para uma camisa tricampeã mundial, que já tinha vestido Franz Beckenbauer, Karl Rummenigge, Paul Breitner. "Estávamos pensando exatamente como vocês brasileiros pensam hoje: que não precisávamos aprender nada. E fomos jogando cada vez pior, pior e pior", resumiu o próprio Breitner numa entrevista recente para o canal ESPN Brasil. Mas a queda em 2000 fez os alemães acordarem. Autoridades foram a público e tornaram o desempenho da seleção assunto de estado. O governo traçou um plano ambicioso: em uma década, a Alemanha deveria voltar a ser uma potência futebolística.

A missão, afirmaram os governantes, era fazer com que a população voltasse a se encantar com o esporte. O país, então, botou a mão no bolso. Em pouco mais de 12 anos, investiu cerca de US$ 1 bilhão em academias e centros de treinamentos para jovens. A ideia era usar esses CTs públicos para ensinar futebol com uma receita em duas medidas: 50% habilidade, 50% força - em vez dos 200% força que a seleção vinha aplicando.

Quem cuida de tudo lá é a DFB (Associação Alemã de Futebol), a CBF deles. Ligada ao governo, a associação alemã é dona de 366 centros futebolísticos. Desde 2001, crianças de 9 a 17 anos desenvolvem seus talentos em academias perto de suas casas, sem vínculo com clubes. Cerca de mil técnicos treinam 25 mil jovens. A DFB, na verdade, é tudo o que a CBF não é. A nossa Confederação Brasileira de Futebol é um órgão privado, e não possui nenhum projeto de formação de jogadores além das seleções de base (sub-15, sub-17 e sub-20), que só pinçam jovens talentos que já treinam em algum clube. E tem a corrupção - os escândalos se avolumam há décadas.

Enquanto isso, na Alemanha, a DFB tratou de reformar a Bundesliga - o campeonato nacional deles. A primeira foi impor uma política financeira rigorosa. Os clubes passaram a ter que enviar, três vezes ao ano, atestados de orçamento positivo. Analisados um a um, os casos deveriam seguir à risca um livro de 200 páginas que especifica normas financeiras.

Se aprovados, ok, podem jogar a liga. Do contrário, W.O.: perdem pontos e, se a "infração" administrativa for grave, nem entram em campo. Assim, nenhuma extravagância, como contratar um Neymar, poderia ser feita sem que o clube desse garantias de poder efetuar o pagamento. Tal controle foi capaz de praticamente extinguir as dívidas das equipes locais. Dos 30 times da Bundesliga, só dois têm dívidas. E o gasto com salários não passa de 50% da receita dos clubes; em outros países, o valor chega a 70%. No Brasil, a dívida dos 20 maiores clubes é de R$ 4 bilhões. Na Inglaterra, de R$ 11 bilhões.

Com esse pacotão, a missão alemã estava clara: gerar novos talentos e nutrir o futebol deles numa competição sustentável. Hoje, 13 anos depois, os resultados são sólidos. Bayern e Borussia Dortmund, dois dos grandes clubes da nação, foram os finalistas da Champions League, o principal torneio interclubes do mundo. Como numa boa lavoura, proliferam novos craques. Mario Goetze, de 20 anos, André Schürrle, de 22, mais Marco Reus e Thomas Müller, de 23, são alguns nomes que fazem Bierhoff e seus antigos companheiros parecem praticantes de outro esporte. Para completar, a liga do país tem o melhor público do mundo, média de 45 mil pessoas por jogo (40% são mulheres). Só a torcida do Borussia Dortmund tem média de 80 mil (!) por jogo. É uma final de Libertadores no Maracanã a cada domingo - coisa inédita na história do futebol. Não tem comparação: média de público do Brasileiro é 15 mil pessoas. A da segunda divisão alemã é de 17 mil. Nossa média, aliás, é só a 13º do mundo, atrás de China e EUA.

O fato é que nenhum país trata o futebol tão a sério quanto a Alemanha. E não é só para tentar ganhar troféus. Quando eles propuseram uma revolução no futebol, a justificativa foi a seguinte: só a bola seria capaz de unir a nação.

Faz mais sentido do que parece. A Alemanha é o terceiro país com mais imigrantes no mundo (atrás de EUA e Rússia). Mais de 20% dos 82 milhões de habitantes da Alemanha são ou imigrantes ou filhos de imigrantes. Num país onde até não muito tempo atrás era preciso ser "ariano" para ser cidadão, isso poderia virar um caldeirão de intolerância. Às vezes até vira. Mas o futebol ajuda a manter a coisa em fogo baixo, justamente porque nada na Alemanha abraçou mais imigrantes do que o futebol.

O Bayern de Munique, por exemplo, é um arco-íris étnico. No time mais tradicional da Alemanha, tem negro, branco, moreno, narigudo, careca, black power... Se botar o uniforme do Bangu nos caras, vira tudo carioca. Uma combinação de fazer Hitler revirar no túmulo - e, junto com as iniciativas que vimos aqui, de tornar a Alemanha tetracampeã no Brasil, o país da corrupção no futebol.

(Fonte Revista Super Interessante - Junho/13)

02/12/2013

Kubrick - Filmography


Killer’s Kiss (1955)

O ‘filme noir’ de Kubrick foi seu primeiro trabalho para um grande estúdio de Hollywood (United Artists). Apesar da pouca idade, 23 anos, a genialidade do diretor já podia ser vista em sequências como a da luta na fábrica de manequins, um incrível jogo visual de luz e sombras.

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The Killing (1956)

Quem assiste hoje a tramas que abusam dos flashbacks vai reconhecer de onde elas vieram ao ver esse filme de Kubrick. Editado de maneira surpreendente, ‘The Killing’ narra o plano (quase) perfeito de uma quadrilha para assaltar a bolsa de apostas durante uma corrida de cavalos.

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Glória Feita de Sangue (1957)

O primeiro dos grandes clássicos de Kubrick, este é considerado um dos melhores filmes de guerra feitos até hoje. Além da atuação primorosa de Kirk Douglas e da discussão filosófica sobre honra e coragem, o filme conta com batalhas que impressionaram na época pelo realismo e violência.

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Spartacus (1960)

Kirk Douglas demitiu o diretor Anthony Mann no início da produção e chamou Kubrick para salvar o filme. Por não ter controle absoluto, Kubrick não considerava o filme um projeto seu. Mas é claro que só ele poderia ter coreografado batalhas com milhares de figurantes de maneira tão perfeita.

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Lolita (1962)

Primeira das muitas polêmicas de Kubrick, Lolita teve como roteirista ninguém menos que o próprio autor do romance, Vladimir Nabokov – que foi indicado ao Oscar. Kubrick quase abandonou o projeto durante a edição, devido à pressão de grupos religiosos que exigiam a censura de algumas cenas.

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Dr. Fantástico (Ou Como Aprendi a Parar de me Preocupar e Amar a Bomba) (1964)

Baseado no livro Red Alert, de Peter George, a assustadora trama baseada num ataque nuclear iniciado por um general insano pareceu tão maluca que Kubrick decidiu transformá-la em uma comédia de humor negro. O genial Peter Sellers faz três papéis – um mais divertido que o outro.

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2001: Uma Odisseia no Espaço (1968)

Considerado um dos maiores clássicos da história do cinema, 2001 é uma revolução na forma e no conteúdo. A história dividida em duas partes (passado e futuro) foi inspirada na obra de Nietzsche e nasceu de uma parceria de Kubrick com Arthur C. Clarke, o mestre da ficção científica.

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Laranja Mecânica (1971)

Baseado no livro de Anthony Burgess, a distopia sobre uma gangue que pratica a ultraviolência gerou uma série de incidentes na Inglaterra. Ao saber que gangues de criminosos imitavam seus personagens, Kubrick praticou uma autocensura inédita e proibiu os cinemas ingleses de exibir o filme.

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Barry Lyndon (1975)

É possível iluminar um set de cinema apenas com velas? Sim, se o diretor for Stanley Kubrick. Espécie de ‘Forrest Gump’ do século 18, ‘Barry Lyndon’ reproduz o visual da época até os últimos detalhes. Ganhou quatro Oscar: Figurino, Fotografia, Direção de Arte e Música.

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O Iluminado (1980)

Stephen King não gostou da adaptação de seu livro por uma única razão: Kubrick manteve pouquíssimo da história original. Com uma interpretação magistral de Jack Nicholson (‘Here’s Johnny!’), o filme desencadeou uma série de teorias da conspiração que podem ser vistas no documentário ‘Room 237’.

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Nascido Para Matar (1987)

Kubrick mudou-se com a família para uma mansão no subúrbio de Londres no final dos anos 1960 e nunca mais saiu de lá. Como fazer um filme sobre a guerra do Vietnã sem sair de casa? Kubrick importou 60 palmeiras da Espanha e recriou uma selva do Vietnã nos arredores da capital inglesa.

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De Olhos Bem Fechados (1999)

Coincidência ou não, Tom Cruise e Nicole Kidman se separaram após passarem dois anos filmando esse pesado drama sobre um casal em crise. Uma semana depois de finalizar sua última obra-prima, em 7 de março de 1999, Kubrick teve um ataque cardíaco e morreu enquanto dormia.

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04/08/2013

Manual de subir montanhas by Paulo Coelho



 A] Escolha a montanha que deseja subir: não preste atenção ao que as outras pessoas dizem, como "aquela é mais bonita" ou "esta é mais fácil".

B] Saiba como chegar perto dela: as montanhas são muitas vezes vistas de longe - belas, interessantes, cheias de desafios. Mas o que acontece quando nos tentamos aproximar? As estradas que a circundam são difíceis, existem florestas entre nós e nosso objetivo e o que parecia tão claro no mapa é difícil na vida real. Portanto, tente todos os caminhos e todos os trilhos, até que um dia estamos de pé em frente ao topo que pretendemos atingir.
 
C] Aprenda com quem já foi lá em cima: Há sempre alguém que teve o mesmo sonho antes de nós, e terminou deixando marcas que podem tornar a nossa viagem mais fácil; lugares para pendurar a corda, picadas , galhos quebrados para facilitar a marcha. A subida é da nossa responsabilidade, mas não esqueçamos que a experiência de outras pessoas pode ajudar muito.
 
D] Quando vistos de perto, os perigos são controláveis: quando começamos a subir a montanha dos nossos sonhos, devemos prestar atenção ao redor. Há despenhadeiros, é claro. Há fendas quase imperceptíveis na rocha da montanha. Há pedras tão polidas pelas tempestades, que se tornam escorregadias como gelo. Mas se soubermos onde colocar cada pé, iremos ver as armadilhas e saber como contorná-las.
E] A paisagem muda, portanto aproveite: claro, temos um objetivo em mente - chegar ao topo. Mas como vamos subindo, conseguimos ver mais coisas, e não custa nada parar de vez em quando e desfrutar o panorama à nossa volta.  A cada metro conquistado, podemos ver um pouco mais longe e devemos aproveitar isso para descobrir outras coisas.

F] Respeite seu corpo: só consegue subir uma montanha quem dá ao corpo a atenção que ele merece. Temos todo o tempo que a vida nos concede, desde que caminhemos sem exigir o que não pode ser exigido. Se formos muito rápidos vamos sentir-nos cansados e desistir no meio do caminho.  Se formos muito lento, a noite vai cair e estaremos perdidos. Apreciar a paisagem, deliciar-se com a água fresca dos ribeiros e com os frutos que a natureza generosamente nos dá, mas continuar a andar.
 
G] Respeite sua alma: O que precisamos é usar esta longa viagem para podermos crescer. Uma obsessão não ajuda em nada a atingir o nosso objetivo e até acaba por tirar o prazer da escalada. Mas atenção: também não repitas incessantemente "é mais difícil do que eu pensava", porque isso vai fazer com que percas a tua força interior.

H] Prepare-se para caminhar um quilometro a mais: o caminho até o topo da montanha é sempre maior do que nós pensamos. Não se engane, o momento vai chegar quando o que parecia perto ainda está muito longe. Mas desde que estejamos preparados para ir mais além, isso não é realmente um problema.
 
I] Seja feliz quando chegar ao cume:chore, bata palmas, grite aos quatro ventos que conseguiu, deixe o vento soprar através de si, purificar a sua mente, refresque os seus pés suados e cansados, abra os seus olhos, limpe a poeira do seu coração. É tão bom, o que era apenas um sonho antes, uma visão distante, agora faz parte da sua vida, conseguiu!

J] Faça uma promessa: aproveite que descobriu uma forçada qual não estava mesmo ciente, e prometa que a partir de agora vai usar essa força para o resto de seus dias. De preferência, prometa também descobrir outra montanha e partir para uma nova aventura.

L] Conte sua história: sim, conte sua história! Dê o seu exemplo. Diga a todos que é possível, e as outras pessoas terão a coragem de enfrentar suas próprias montanhas. 

29/06/2013

24 DE MAIO - DIA DA DEUSA TRÍPLICE CELTA

Na data do meu aniversário descobri ....

O Dia 24 de Maio é um Dia de Celebração para os seguidores das Antigas Tradições Celtas , hoje reestruturadas de forma simples, bela e mágica pela Doutrina Wicca.

A Tríplice Deusa da Tradição Celta simboliza os mais belos momentos da Mulher ( Donzela - Mãe e Anciã ) desvendando a Força Geradora que mantém a criação do Universo. A Cultura Celta tinha na Mulher uma figura de Reverência, Independência, Destaque e Poder Social inigualáveis para os padrões de seu Tempo ( 1.800 anos antes de Cristo nascer ), podería-se dizer que a Sociedade Celta era básicamente Matriarcal, daí a grande relevância e respeito dados à Querida Deusa Tríplice.
Esta bela Deusa é até hoje representada pela Lua, que influencia as Marés e as Colheitas em suas diversas Fases.

A donzela simboliza os novos começos, a juventude, a esperança, as sementes, o crescimento, a vitalidade, o lúdico. Aparece enaltecendo beleza, feminilidade e sexualidade. Muitas vezes é denominada de virgem, mas não por abstinência sexual, mas por não pertencer a ninguém, em ser livre e completa de si própria.

Se quizer homenagear e agradecer a Deusa Tríplice com todo o Carinho e Respeito, nesta data de 24 de Maio, encha seu Coração de alegria e faça algo extremamente simples , mas que inundará o Coração de Nossa Grande Mãe de pura Gratidão: Coloque em um vaso com água três Rosas representando os três aspectos da Deusa ; uma flor em botão simbolizando a beleza e frescor juvenis da Donzela, uma linda Rosa já desabrochada caracterizando a Força Geradora da Mâe ,e finalmente uma Rosa não menos bela, mas murcha representando toda a Sabedoria da Anciã.

Mesmo sendo seu Dia, com este pequeno mas tão belo gesto, a Deusa lhe agraciará com as seguintes bençãos : Coragem através do Vigor da Donzela, Amor através da Ternura Infinita da Mãe, e muita, muita Sabedoria através da Anciã.
Que nesta Data, nossa querida Deusa Tríplice visite o coração de cada Ser Vivo deste Planeta , nos protegendo e nos agraciando Sempre com sua Sabedoria, Força e Coragem !

Deusa Tríplice

No simbolismo pagão/wiccan, a triquetra mostra a natureza tríplice da Deus: virgem, mãe e anciã. Aponta para a vida a morte, e a encarnação de três forças da Natureza: Terra, Ar e Água. É o ciclo da fertilidade e do elemento feminino.

09/03/2013

Try


Você já se perguntou o que ele está fazendo?
Como tudo virou mentiras?
Às vezes acho que é melhor
Nunca perguntar por quê

Onde há desejo, haverá uma chama
Onde há uma chama alguém está sujeito a se queimar
Mas só porque queima não significa que você vai morrer
Você tem que se levantar e tentar, e tentar, e tentar

Engraçado como o coração pode iludir
Mais do que apenas algumas vezes
Por que nos apaixonamos tão fácil?
Mesmo quando isso não é certo

Onde há desejo, haverá uma chama
Onde há uma chama alguém está sujeito a se queimar
Mas só porque queima não significa que você vai morrer
Você tem que se levantar e tentar, e tentar, e tentar

Já ficou preocupado por isso poder ser arruinado?
Isso faz você querer chorar?
Quando você está por aí fazendo o que você está fazendo
Você está apenas sobrevivendo?
Diga-me você está apenas sobrevivendo

Onde há desejo, haverá uma chama
Onde há uma chama alguém está sujeito a se queimar
Mas só porque queima não significa que você vai morrer
Você tem que se levantar e tentar, e tentar, e tentar

01/02/2013

O Último discurso", do filme O Grande Ditador


O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. Charles Chaplin

16/01/2013

Ákasha

Ákasha é um termo sânscrito que designa a substância primordial sobre a qual se registam todos os acontecimentos das nossas múltiplas existências.
A informação retida na ákasha inclui as nossas ações, desejos, esperanças, sonhos, todos os pormenores das nossas vidas, toda a informação sobre a evolução global do nosso verdadeiro Ser.
Por vezes, o acesso aos registos ákashicos dá-se através dos nossos sonhos ou mesmo nos nossos afazeres diários quando uma determinada imagem ou memória ocorre na nossa mente sem razão aparente; não estando nós sensibilizados com esta realidade, podemos deixar fugir uma informação importante que poderia ser a resolução para um problema existente no nosso presente.
Os Registos Akáshicos
Temos assim acesso aos registos akáshicos não só através dos nossos sonhos, mas também em diversas situações da vida diária, quando estamos embrenhados na execução de determinada rotina e, sem causa aparente, determinado pensamento ocorre-nos à mente, pensamento esse que não conseguimos ligar com aquilo que estávamos a fazer ou com qualquer outro aspecto da nossa vida.
Também determinada pessoa, local, imagem, sensação táctil, gosto, perfume, ruído ou melodia, podem despertar determinado(s) registo(s) akáshicos proporcionando-nos por exemplo, a conhecida sensação "devá vu".
Assim, os akásha, registam-se sob diversas formas e não somente através de imagens. Os akásha são essencialmente memórias e sensações (gustativas, auditivas, tácteis, visuais e olfactivas) acompanhadas, não obrigatoriamente, de imagens.