2 de mai de 2008

Meu Canto






















Tempo

Tudo ficará bem
Você disse...amanhã
Não chore, não derrame uma lágrima
Quando você acordar
Ainda estarei aqui
Quando você acordar
Combateremos todos os seus medos

E agora eu...Pegarei meu coração de volta
Deixo suas fotos no chão
Roubo de volta...minhas lembranças
Não agüento mais
Sequei minhas lágrimas
E agora encaro os anos
O jeito que você me amou
Dissipou todas as lágrimas

Apenas um pouco de tempo foi tudo o que precisamos
Apenas um pouco de tempo para que eu visse
A luz que a vida pode te dar

8 de abr de 2008

Vídeo - A Natural Woman.

Lágrimas



As lágrimas que caem dos meus olhos são como folhas despencando de uma árvore no outono.Perceptível para quem está próximo,mas insignificante para o mundo.

A Eternidade da vida


Essa mensagem em homenagem a uma super amiga que estamos distantes no momento, mas mesmo assim significa muito em minha vida. Clau tem coisas que acontecem que nos machucam, nao temos explicação, mas faz parte da vida. Te adoro amiga .... luz neste momento.

Como religião ou como filosofia, o Budismo sempre ressaltou a importância de se encarar diretamente a realidade da morte, definindo-a, assim como a doença e a velhice, como um dos sofrimentos fundamentais que devemos enfrentar. Por causa dessa definição, muitas vezes associa-se ao budismo uma visão pessimista da vida, quando na realidade é precisamente o contrário. Como a morte é inevitável, todo o intento de ignorar ou evitar esta realidade essencial da vida nos condena a uma forma de vida superficial. Uma clara consciência e correta compreensão da morte nos permite viver sem medo, com força, com clareza de propósito e alegria.
O Budismo considera o universo como uma vasta entidade viva. Nela, os ciclos individuais de vida e morte se repetem sem cessar. Passamos por estes ciclos todos os dias, enquanto milhões de células de nosso corpo morrem e se renovam por meio de um processo metabólico. A morte é, então, parte imprescindível da vida, possibilitando a renovação e um novo crescimento. No momento da morte, regressamos ao vasto mar da vida como uma onda rompe e volta a enterrar-se em mar aberto. Com a morte, a força vital fundamental, individual, sustentáculo de nossa existência, regressa ao grande universo. O ideal seria poder experimentar a morte como um período de descanso, como um sono rejuvenescedor após a luta e esforços do dia-a-dia. O Budismo afirma que a continuidade dos ciclos de vida e morte é permanente e que, neste sentido, nossa vida é eterna. Como escreveu Nitiren: “Quando examinamos a natureza da vida desde a perfeita iluminação, percebemos não haver um começo marcando o nascimento e, portanto, não haver um fim que signifique a morte".
No século V, o grande filósofo Vasubandhu da Índia desenvolveu o "Ensinamento das nove consciências” cujo tema é descrever as funções eternas da vida. Em sua teoria, as primeiros cinco níveis de consciência correspondem aos cinco sentidos e o sexto, ao pensamento consciente. Este sexto nível de consciência inclui a capacidade de efetuar juízos racionais e de interpretar a informação recolhida pelos sentidos. O sétimo nível de consciência chamado manas corresponde ao subconsciente tal como o descreve a psicologia moderna. É o local onde se encontra nosso sentido profundo de um "eu". Por debaixo deste, encontra-se a oitava, a consciência alaya. Neste nível, encontra-se a energia potencial, tanto positiva como negativa, criada por nossos pensamentos, palavras e ações. Esta energia potencial, também conhecida como tendência profunda de vida, é o que chamamos de carma.
Novamente, revela-se uma outra diferença de certas suposições: o Budismo não considera o carma fixo e imutável. Nossa energia cármica, cujos textos budistas descrevem como torrente embravecida da consciência alaya, interage com outros níveis de consciência. É nesta camada sumamente profunda que os seres humanos exercem influência entre si, ao redor e em toda a vida. Também, aí, se mantém a continuidade entre os ciclos da vida e da morte. Quando morremos, a energia potencial que representa a balança cármica de todas as nossas ações – criativas e destrutivas – egoístas e altruísticas – continua fluindo na consciência alaya. É isto- o carma -, que determina as circunstâncias em que a energia potencial voltará a manifestar-se no nascimento, como uma nova vida individual.
Finalmente, existe um nono nível de consciência. Esta é a fonte da própria vida do cosmo abarcando e sustentando, inclusive, a função da consciência alaya. O propósito da prática budista é estimular e despertar esta consciência chamada amala, fundamentalmente pura, ou ainda a própria sabedoria, cujo poder reside em transformar até o fluxo de energia negativa mais arraigado nas camadas mais superficiais da consciência.
As questões da vida e da morte são fundamentais, subjazem e determinam como vemos praticamente tudo. Assim, uma compreensão profunda da natureza da morte e da eternidade da vida, pode abrir novos horizontes para toda a humanidade e "dar rédeas soltas" às reservas de sabedoria e compaixão que, anteriormente, encontravam-se inexploradas.

NAMU-MYO-HOREN-GUE-KYO

Alguns anos atrás, fui apresentada a esta oração "NAMU-MYO-HOREN-GUE-KYO", um super amigo (o Japa) Krébio rsrsrs. Ele falou rapidamente o significado e então resolvi entender o que representava e comecei ler bastante sobre o Budismo, Hinduísmo, a Índia. O mais maluco.... foi por este caminho que acabei chegando ao Yôga. 
Muitas vezes utilizamos, falamos e escrevemos coisas sem conhecer seu verdadeiro significado.
Não sou Budista, mas sou uma praticante ativa desta filosofia linda já alguns anos.
O Budismo é a religião pregada pelo Buda, um Príncipe hindu, de aproximadamente três mil anos atrás, quando a Índia era o berço de uma brilhante civilização, igualável à da Grécia antiga. O Rei, pai de Buda, deu-lhe todos os meios para gozar a vida e todas as diversões da época, mas ele preferiu meditar sobre como enfrentar os sofrimentos inevitáveis como: o nascimento, a velhice, a doença e a morte.
Praticou então toda sorte de penitências, levando uma vida de meditação. Porém, percebeu que era inútil tentar obter a liberdade espiritual martirizando o corpo, pois seria contra a natureza humana. Após meditação e reflexão de longa data descobriu a verdade eterna e pregou durante 50 anos, dos seus 80 anos de existência, ensinamentos que são chamados de Sutras.
Buda ensina que descobriu a verdade e não a inventou e que, logo, qualquer pessoa poderá, também descobrir seguindo seus ensinamentos. O que significa que a verdade já existia desde o início das épocas, tal como o átomo, mas que somente foi descoberta aos poucos e lentamente. E, quando se descobre, você tem a certeza de que ela é parte sua e que você pode representa-la.
Crer em Buda não significa crer e adorar sua imagem, mas sim a verdade que ele descobriu e que constitui a Lei da Natureza. 
Esta crença que tem por centro as Leis da Natureza é que se denomina NAMU-MYO-HOREN-GUE-KYO.
Ao descobrir esta Lei Eterna da Natureza, Buda passou por inacreditáveis sofrimentos. Na época muitos estudavam, arduamente, para obter os ensinamentos.
 Uma vez curados, tomamos precauções para não haver recaída ou para não contrairmos novamente a doença.
Buda faz com que o homem perceba as dificuldades da vida para que conheça a verdadeira felicidade. O homem fortalece seu caráter através do sofrimento, como uma condição inevitável à aquisição e
acúmulo de virtudes. Ensina-nos como enfrenta-lo e para isso procura indagar a causa do sofrimento através do passado. A seguir, ensina qual a atitude a tomar no presente e esclarece a conseqüência futura.
Mostra-nos qual o caminho a trilhar em nosso desconhecido mundo, porém, o mesmo em que deveremos encontrar a plena e mútua felicidade.

1 de abr de 2008

Oito Versos que Transformam a Mente




Este texto foi composto por Geshe Langri Tangba, um bodisatva bastante incomum.
1. Com a determinação de alcançarO bem supremo em benefício de todos os seres sencientes,Mais preciosos do que uma jóia mágica que realiza desejos,Vou aprender a prezá-los e estimá-los no mais alto grau.
Aqui, estamos pedindo: "Possa eu ser capaz de enxergar os seres como uma jóia preciosa, já que são o objeto por conta do qual poderei alcançar a onisciência; portanto, possa eu ser capaz de prezá-los e estimá-los."
2. Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprenderA pensar em minha pessoa como a mais insignificante dentre elas,E, com todo respeito, considerá-las supremas,Do fundo do meu coração.
"Com todo respeito considerá-las supremas" significa não as ver como um objeto de pena, o qual olhamos de cima, mas, sim, as ver como um objeto elevado. Tomemos, por exemplo, os insetos: eles são inferiores a nós porque desconhecem as coisas certas a serem adotadas ou descartadas, ao passo que nós conhecemos essas coisas, já que percebemos a natureza destrutiva das emoções negativas. Embora seja essa a situação, podemos também enxergar os fatos de um outro ponto de vista. Apesar de termos consciência da natureza destrutiva das emoções negativas, deixamo-nos ficar sob a influência delas e, nesse sentido, somos inferiores aos insetos.
3. Em todos os meus atos, vou aprender a examinar a minha menteE, sempre que surgir uma emoção negativa,Pondo em risco a mim mesmo e aos outros,Vou, com firmeza, enfrentá-la e evitá-la.
Quando nos propomos uma prática desse tipo, a única coisa que constitui obstáculo são as negatividades presentes no nosso fluxo mental; já espíritos e outros que tais não representam obstáculo algum. Assim, não devemos ter uma atitude de preguiça e passividade diante do inimigo interno; antes, devemos ser alertas e ativos, contrapondo-nos às negatividades de imediato.
4. Vou prezar os seres que têm natureza perversaE aqueles sobre os quais pesam fortes negatividades e sofrimentos,Como se eu tivesse encontrado um tesouro precioso,Muito difícil de achar.
Essas linhas enfatizam a transformação dos nossos pensamentos em relação aos seres sencientes que carregam fortes negatividades. De modo geral, é mais difícil termos compaixão por pessoas afligidas pelo sofrimento e coisas assim, quando sua natureza e personalidade são muito perversas. Na verdade, essas pessoas deveriam ser vistas como objeto supremo da nossa compaixão. Nossa atitude, quando nos deparamos com gente assim, deveria ser a de quem encontrou um tesouro.
5. Quando os outros, por inveja, maltratarem a minha pessoa,Ou a insultarem e caluniarem,Vou aprender a aceitar a derrota,E a eles oferecer a vitória.
Falando de modo geral, sempre que os outros, injustificadamente, fazem algo de errado em relação à nossa pessoa, é lícito retaliar, dentro de uma ótica mundana. Porém, o praticante das técnicas da transformação da mente devem sempre oferecer a vitória aos outros.
6. Quando alguém a quem ajudei com grande esperançaMagoar ou ferir a minha pessoa, mesmo sem motivo,Vou aprender a ver essa outra pessoaComo um excelente guia espiritual.
Normalmente, esperamos que os seres sencientes a quem muito auxiliamos retribuam a nossa bondade; é essa a nossa expectativa. Ao contrário, porém, deveríamos pensar: "Se essa pessoa me fere em vez de retribuir a minha bondade, possa eu não retaliar mas, sim, refletir sobre a bondade dela e ser capaz de vê-la como um guia especial."
7. Em suma, vou aprender a oferecer a todos, sem exceção,Toda a ajuda e felicidade, por meios diretos e indiretos,E a tomar sobre mim, em sigilo,Todos os males e sofrimentos daqueles que foram minhas mães.
O verso diz: "Em suma, possa eu ser capaz de oferecer todas as qualidades boas que possuo a todos os seres sencientes," — essa é a prática da generosidade — e ainda: "Possa eu ser capaz, em sigilo, de tomar sobre mim todos os males e sofrimentos deles, nesta vida e em vidas futuras." Essas palavras estão ligadas ao processo da inspiração e expiração.
Até aqui, os versos trataram da prática no nível da bodhicitta convencional. As técnicas para cultivo da bodhicitta convencional não devem ser influenciadas por atitudes como: "Se eu fizer a prática do dar e receber, terei melhor saúde, e coisas assim", pois elas denotam a influência de considerações mundanas. Nossa atitude não deve ser: "Se eu fizer uma prática assim, as pessoas vão me respeitar e me considerar um bom praticante." Em suma, nossa prática destas técnicas não deve ser influenciada por nenhuma motivação mundana.
8. Vou aprender a manter estas práticasIsentas das máculas das oito preocupações mundanas,E, ao compreender todos os fenômenos como ilusórios,Serei libertado da escravidão do apego.
Essas linhas falam da prática da bodhicitta última. Quando falamos dos antídotos contra as oito atitudes mundanas, existem muitos níveis. O verdadeiro antídoto capaz de suplantar a influência das atitudes mundanas é a compreensão de que os fenômenos são desprovidos de natureza intrínseca. Os fenômenos, todos eles, não possuem existência própria — eles são como ilusões. Embora apareçam aos nossos olhos como dotados de existência verdadeira, não possuem nenhuma realidade. "Ao compreender sua natureza relativa, possa eu ficar livre das cadeias do apego."
Deveríamos ler Lojong Tsigyema todos os dias e, assim, incrementarmos nossa prática do ideal do bodisatva.
(Extraído de The Union Of Bliss And Emptiness.)

22 de mar de 2008

A Vida ....


Essa é a "nossa" vida doida ..... "vida louca, breve, vida intensa" (Cazuza).

"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como
ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está
todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer
primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo,
até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você
trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder
aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe
bastante álcool, faz festas e se prepara pra
faculdade. Você vai pro colégio, tem vários namorados,
vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se
torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe,
passa seus últimos nove meses de vida flutuando....E
termina tudo com um ótimo orgasmo!!! Não seria
perfeito ?" Charles Chaplin