30 de dez de 2009

MENSAGEM DO INFINITO

Eu Sou o murmúrio da brisa, sou o orvalho na flor, as borboletas das ondas do mar. Sou o trinar dos passáros, felizes. Sou o calor do Sol, envolvente. Sou o silêncio da madrugada, profunda. Habito o sorriso das crianças, o olhar amoroso do ancião.
Estou nesta pedra, naquele inseto, na nuvem ali distante. Eu estou em ti. Sou aquela Chispa de Luz Eterna que constitui tua própria vida e consciência, aquele pequeno, mas ofuscante relâmpago de compreensão que de quando em vez de te absorver o espírito durante uma fração de segundo.
Minha voz possui as chaves milenares da felicidade e te exorta à comunhão dos nossos corações através do Swásthya Yôga, pois sou Púrusha e tú também: somos unos, um com o outro, e somos UM com o Universo


22 de dez de 2009

Carta ao Papai Noel

Por Fábio Euksuzian

Caro Papai Noel,

O
lha aqui eu novamente, como todo ano o faço. Tenho escutado rumores de que está envelhecido e cansado. Pudera! Imagine ser requisitado por bilhões de humanóides ávidos por presentes e desejos que nem sempre merecem. Sei que sua paciência foi para o saco juntamente com os presentes e, por essas e outras, não pedirei nada, a não ser que mentalizemos juntos…aham…vamos chamar de melhorias…abaixo.

Que em 2010, mais pessoas deixem de fumar e que, outras tantas deixem de comer carne de outros animais;
entendamos que sempre existirá o próximo;
percebamos que o planeta não suportá mais o que estamos fazendo com ele;
fique claro e óbvio que não viveremos (esta vida) para sempre;
os formadores de opinião saiam da teoria e passem à ação;
se faça valer a lei do karma e do dharma;
que os políticos entendam que foram colocados no poder para servir e não para serem servidos;
cada indivíduo tome consciência de sua insignificância perante o Todo;
os guardas de trânsito entendam que punir não educa;
o presidente não abuse da inteligência do povo tupiniquim;
todo ser humano assuma sua parcela de responsabilidade no que concerne ao estado atual dos povos;
aprendamos com História;
gargalhemos em um final de tarde qualquer;
o povo acorde e rechaçe a manipulação;
os intelectuais parem de se lambuzar com o próprio ego e utilizem suas capacidades em prol de algo realmente nobre;
aprendamos a valorizar a experiência de que tudo o que for mais antigo do que nós;
tenhamos mais consciência de que um gesto ou palavra poderá machucar alguém por toda uma vida;
o amor reine absoluto em cada brisa de vento que atravessa as estradas;
a tolerância seja finalmente vista como sinal de maturidade e não de fraqueza;
os seres racionais mereçam ser intitulados como tal;
a tecnologia não nos faça se tornar mais uma engrenagem de sua velocidade progressista;
que os jogadores do esporte bretão deixem de comprar carros bregas e extirpem o doloroso ¨a nível de¨;
os governantes fétidos e inescrupulosos sejam hostilizados em locais públicos;
a arte adentre o cotidiano de cada ser vivo;
que os vizinhos descubram que os prédios não estão vazios;
que a mente de cada ser pensante se enleve, nem que seja por um degrauzinho de consciência;
entendamos que inexistem datas, dias, meses, anos e sim uma história contínua de acontecimentos que se dirige ao epílogo;
os casacos de pele sejam incinerados em praça pública enquanto suas donas comem rapadura ao som de Raul Seixas;
o mundo redescubra que Yôga é uma filosofia de vida e não uma exótica ginástica zen relaxante praticada por pessoas que precisam dela;
as pessoas forjem suas próprias opiniões;
cada animal presente na face, interface e profundezas da terra e do mar possa dormir em paz;
vislumbremos dinheiro como algo que só valha a pena se for feito bom uso dele;
aceitemos todo e qualquer resultado após termos feito heroicamente a nossa parte;
a nova geração não enterre suas almas em butiques de luxo e revistas de celebridades;
aquele que pense de forma egóica se transforme naquilo que estimula;
voltem a fazer filmes como antigamente;
você seja apresentado a alguém que ainda não conhece: você mesmo!;
aquela pessoa que tanto busca, lhe encontre;
comamos menos frituras;
espalhemos mais alegria e menos tristeza;
percebamos que a graça é o trajeto;
reclamemos menos;
possamos viver em harmonia com os outros e sobretudo, com nós mesmos;
o sexo volte a ser um pouquinho mais valorizado;
as operadoras de celular não sejam tão mesquinhas;
possamos aprender algo que jamais iremos nos esquecer;
o destino nos traga momentos que nos tirem o fôlego;
o pôr-do-sol deixe de se tornar apenas uma imagem de e-mail reenviado;
diminua a quantidade de agrotóxicos em nossas comidas;
as pessoas deixem de ir ao toalete com o blackberry;
a fumaça não encubra as estrelas;
possamos voltar a assistir sessão da tarde;
seja interrompida a produção de música ruim;
sejam banidos para todo o sempre os serviços de telemarketing que apliquem gerúndio;
uma nave alienígena capture todos os flanelinhas do Brasil;
nunca mais editem Big Brother;
não se produza mais camisetas com o rosto do Seu Madruga;
as pessoas voltem a dormir 8h por dia;
os inseguros interrompam a ingestão de esteróides;
a canalhice deixe de ser o prato do dia no Senado;
alguém tenha a coragem de dizer que grande parte das faculdades nunca servirão para nada;
consigamos ter a capacidade de nos sentirmos realmente felizes por alguém;
e que principalmente, meu bom velhinho, eu volte a acreditar em você, pois todo ano eu peço as mesmas coisas!

23 de nov de 2009

Mantra e Ressonância

Mantras são vocalizações de sons e ultrassons (é assim na nova ortografia, certo?) usados para diversas finalidades pelos yôgis iniciados. Para desenvolver chakras, por exemplo, os mantras atuam por ressonância.

Ressonância é um fenômeno físico capaz de gerar movimentos de altíssima amplitude mesmo com pequena força.

Foi o que aconteceu com a ponte Tacoma Narrows Bridge em 7 de novembro de 1940. Naquele dia, a passagem do vento pelos cabos de sustentação fez com que a ponte vibrasse até entrar em ressonância. O resultado foi uma estrutura de 1.600 metros de aço e concreto armado se despedaçar como se tivesse sido construída com peçasLego.

Agora, imagine esse fenômeno controlado, potencializado e direcionado de modo a estimular os principais centros de força do corpo humano. Isso é mantra!

Fonte: http://instrutordeyoga.com.br

21 de nov de 2009

Tipos de Mantras


 "Mantra" em sâncrito

"Mantra" em sâncrito

Kirtans

Significa cântico. Kirtan é o mantra que possui várias notas musicais, várias palavras e possui tradução. Kirtan é um mantra extroversor, de atuação mais psicológica que fisiológica, e é menos poderoso que o japa.

Japas

Significa repetição. È a “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. O japa ideal tem uma só nota musical, uma só palavra, uma só sílaba e, de preferência, não tem tradução alguma. Contudo, pode-se executar um kirtan como japa. Para isso, acrescenta-se repetição intensiva. Não será um japa perfeito, mas pode ser classificado como japa sem risco de erro. Japa é um mantra introversor, de atuação mais fisiológica do que psicológica, e é muito mais forte que o kirtan.

 Método DeROSE - Mantras

Bíjas

Significa semente. É um tipo de japa com função específica para desenvolvimento de chakras. Cada chakra tem seu som-semente, seu bíja mantra, que desencadeia a ativação por ressonância, mediante a exaustiva repetição. Cuidado: mantra pronunciado de forma incorreta produz efeitos imprevisíveis.

Vaikharí mantra

Vaikharí significa vocalizado, verbalizado ou pronunciado. Provém do termo vák, palavra. Designa qualquer tipo de mantra que seja audível. Nessa categoria, incluem-se várias gradações, desde o mantra vocalizado em voluma alto ( que tem menos força), até aquele que é sussurrado (este, dos pronunciados, é o mais forte).

Manasika mantra

Manasika (pronuncie manássika) significa mental. Provém do termo manas (pronuncie manáss), mente. É a mais poderosa modalidade de mantra. Tanto faz que a prática seja de kirtan, japa ou bíja mantra. Executando-o mentalmente torna-se muito mais efetivo.

Saguna mantra

Saguna significa com atributo. Designa os mantras que têm tradução e aludem a algo que possa ser visualizado.

Nirguna mantra

Nirguna significa sem atributo. A esta categoria pertencem os mantras que são abstratos e não se referem a nenhuma pessoa ou objeto visualizável.

Likhita mantra

Likhita significa escrito. É o mantra grafado. Geralmente tal designação só se enquadra quando o Yôgin executa repetidas vezes o mesmo mantra por escrito, tal como se o estivesse entoando verbalmente. Shivánanda costumava encher folhas e folhas de papel com o ÔM. Essa prática também é usada para aprimorar a caligrafia do dêvanágarí.

25 de out de 2009

Harumi (Wave - Tom Jobim)

É impressionante quando vejo a Harumi sempre vem alguma música do "Tom Jobim" em mente, quando vi esta foto ..... não foi diferente !!!

Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossivel ser feliz sozinho

O resto é mar
É tudo que eu não sei contar
São coisas lindas
Que eu tenho pra te dar
Vem de mansinho a brisa e me diz
É impossivel ser feliz sozinho

Da primeira vez era a cidade
Da segunda o cais e a eternidade

Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver

Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossivel ser feliz sozinho

O resto é mar
É tudo que eu não sei contar
São coisas lindas
Que eu tenho pra te dar
Fundamental é mesmo o amor
É impossivel ser feliz sozinho

Da primeira vez era a cidade
Da segunda o cais e a eternidade

Agora eu sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver

Da primeira vez era a cidade
Da segunda o cais e a eternidade

Agora eu sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver


21 de out de 2009

O que é o Sat chakra

Segundo Mestre DeRose:

“Sat chakra é uma modalidade de sat sanga em chakra, em círculo. Não confundir com termo shat chakra que significa “os seis chakras”.

Sat chakra é um tipo de chakra sádhana, isto é, prática feita em círculo.

Quando o objetivo é realizar um pújá, denomina-se chakra pújá, que é uma técnica tipicamente tântrica. No capítulo Pújá isto está mais bem explicado.

O sat chakra é uma prática em que os yôgins, em número mínimo de seis pessoas, sentam-se, formando um círculo, no qual vão executar seis angas, a saber:

- Captação de energia, através de pránáyáma, bombeando a energia do ar para dentro do organismo e o prána para os chakras;

- Equalização da energia, através de mantra, realizando os mesmos mantras, ao mesmo tempo, no mesmo volume e no mesmo ritmo;

- Dinamização da energia, pelas palmas, ao atritar os 35 chakras que possuímos em cada mão

- Circulação da energia, dando-se as mãos e fechando a corrente;

- Projeção da energia, por mentalização e/ou imposição de mãos;

- Filtro contra retorno kármico, através de mentalização específica.

Os Sat chakras costumam acontecer às quartas-feiras, às 21 horas. Nas segundas quartas-feiras de cada mês, os alunos são convidados a trazer uma flor, um fruto e um prato de alimento (sem carne) ou uma bebida (sem álcool) – de preferência de seu próprio preparo – para compartilhar com os amigos e, assim, participar dessa poderosa prática complementar do SwáSthya Yôga.

Só para completar: Sat Sanga

Segundo o que leu acima, sat chakra é um sat sanga em círculo. Mas o que é sat sanga?

“Sat sanga significa reunião em boa companhia, ou simplesmente associação. Designa um tipo de reunião festiva, geralmente promovida apenas para executar kirtans. Nessa oportunidade o oficiante pode aproveitar para fazer uma preleção ou uma meditação com o grupo.

Por extensão pode denominar-se sat sanga uma reunião festiva na casa de um praticante de Yôga, de preferência se todos os convidados forem também yôgins.

13 de out de 2009

Karma e Dharma: Escolha para onde vai a sua vida.

Mal é o nome que se dá à semente do bem.
Mestre DeRose

Karma provém da raiz kr, agir, que deu origem aos termos karma, ação; e kriyá, atividade. Karma é uma lei natural, como a lei da gravidade. Essa é a visão que o Yôga mais antigo, de fundamentação Niríshwarasámkhya, tem do karma.

A visão espiritualista surge mais tarde e é reforçada na mesma medida em que a filosofia Vêdánta torna-se mais popular, a partir do século VIII d.C. Mais tarde, o conceito de karma é importado pelo Ocidente e cristianizado, ou seja, é feita uma releitura com base nos princípios cristãos de culpa e pecado.

Karma deixa de ser uma lei que está fora e além do bem e do mal, para tornar-se algo com conotação negativa, que se deve pagar com sofrimento.

Se conhecermos os mecanismos que regem o dharma e o karma, teremos quase total domínio sobre a nossa vida e o nosso destino. Aliás, podemos definir karma como um destino maleável, que modificamos a cada minuto em virtude das nossas ações, palavras e pensamentos. Estamos o tempo todo a tecer nosso futuro imediato e distante.


DIFERENÇAS ENTRE KARMA E DHARMA
O ocidental costuma confundir karma com dharma, no entanto, trata-se de duas categorias de leis completamente diferentes. A própria palavra dharma significa, literalmente, lei. Refere-se a qualquer lei humana: lei jurídica, regulamento de um clube ou condomínio, norma religiosa, etc. Inclusive, o termo dharma também pode ser usado, por extensão, com o significado de religião. Assim, dharma é uma lei humana e karma, uma lei universal. Dharma está sujeito ao tempo e espaço, enquanto que karma está além do tempo e do espaço.

O karma e o dharma eventualmente podem se contradizer. Numa tribo antropófaga, o dharma é matar e canibalizar os inimigos. Na profissão de policial, o dharma pode ser atirar para matar. Em caso de guerra, o dharma é trucidar o maior número possível de soldados adversários. Porém, o karma, em todos esses casos permanece imutável e universal: determina não matar. E não apenas não matar gente.

O próprio dharma shástra de Moisés, declara solenemente em Êxodus, capítulo XX: “Não matarás.” Em parte alguma está escrito “não matarás homens”. Está escrito não matarás. Portanto, ao matar animais para comer, você está contra o karma, que é universal, e contra o dharma, que é a lei religiosa do Cristianismo e do Judaísmo.

Comparando a lei do karma com a lei da gravidade, vamos concluir que as duas têm muito em comum. Por exemplo, se você cospe para cima, recebe a cusparada na cara. Não foi castigo. Nenhuma divindade interrompeu seus afazeres macrocósmicos para punir o hominídeo que teria feito algo “errado”. Se você ignora a lei da gravidade e segue caminhando numa trilha em que haja um grande fosso, cairá nele. Machucar-se-á. Sendo ignorante da lei da gravidade, vai ficar se lamentando pelos ferimentos e irá atribuí-los à vontade dos deuses ou dos demônios. Precisará cair outras e outras vezes, até aprender que não está se contundindo pelo desígnio de deuses ou maus espíritos, e sim porque há uma lei natural, a lei da gravidade, que o faz cair no fosso.

Aprendida a lição, ao se deparar com o buraco à sua frente, você não continuará caminhando desavisadamente em direção a ele. Vai contorná-lo, saltá-lo, colocar uma ponte ou descer o fosso por um lado e subir pelo outro. Enfim, tomará alguma medida, mas não cairá mais por ignorância da lei. Com o karma, é exatamente da mesma forma.

Outra comparação do karma com a gravidade: você monta numa bicicleta e sai andando nela. Gerou o karma potencial de uma queda de bicicleta. No momento em que você pára e desce do veículo, terminou o seu karma potencial de uma queda de bicicleta. Teve início um outro karma potencial, o de escorregar e cair, o que já é bem mais suave.

Tudo o que fazemos, falamos, sentimos ou pensamos gera karma. A questão é saber como ir substituindo um karma que produza resultados inconvenientes por outro que cause conseqüências desejáveis.

KARMA NEGATIVO E KARMA POSITIVO
Não existe karma bom ou karma ruim, assim como não existe fogo bom ou fogo mau. Nós assim os classificamos conforme suas conseqüências imediatas sejam convenientes para nós ou não o sejam. Diversas vezes aquilo que chamamos de karma ruim é algo que está criando as bases de algo muito bom no futuro. É como alguém que passe fome ou seja muito perseguido e, na hora, considere isso um mau karma. No entanto, com o passar do tempo essas desditas geram uma têmpera mais forte, que virá a ser bem útil, por um tempo bastante maior. Outro exemplo: Fulano chegou tarde e perdeu o avião. Ficou revoltado com a própria falta de sorte e blasfemou: “Maldito karma, esse meu. Perdi o vôo.” Em seguida, o avião explode diante do seu olhar atônito, e ele só consegue balbuciar: “Bendito karma. Perdi o vôo e estou vivo”. Afinal, o karma que o teria feito perder a aeronave, seria bom ou ruim? Depende da ótica. Na maior parte das vezes, não vemos o avião explodir, por isso continuamos a supor que o karma tenha sido mau.

5 de out de 2009

Vida, Natureza e Boas Energias!

Shiva é um deus ("Deva") hindu, o Destruidor (ou o Transformador), participante da Trindade juntamente com Brama (Brahma), o Criador, e Vixnu (Vishnu), o Preservador.
Suas primeiras representações surgiram no neolítico (4.000 a.C.) na forma de Pashupati, o Senhor dos Animais. A criação do Yoga é atribuída a ele e o Yoga é uma prática que produz transformação física, mental e emocional, portanto, está intimamente ligado ao deus da transformação. Shiva é o deus supremo (Mahadeva), o pacífico (Shankara) e o benevolente, onde reside toda a alegria (Shambo ou Shambhu).
O TRISHULA
O tridente que você vê nas ilustrações de Shiva é o Trishula. Com o trishula ele destrói a ignorância nos seres humanos. As três pontas representam as três qualidades da matéria: tamas (a inércia), rajas (o movimento) e sattva (o equilíbrio).

A SERPENTE
A Naja é a mais mortal das serpentes. Usar uma serpente em volta da cintura e do pescoço simboliza que Shiva dominou a morte e tornou-se imortal. Na tradição do Yoga, ela também representa Kundaliní, a energia de fogo que reside adormecida na base da coluna. Quando despertamos essa energia, ela sobe pela coluna, ativando os centros de energia (chakras) e produzindo a iluminação (samadhi), um estado de consciência expandida.

GANGA
No topo da cabeça de Shiva se vê um jorro d’água. Na verdade é o rio Ganges ou Ganga que nasce dos cabelos de Shiva. Há uma lenda que diz que Ganga era um rio muito violento e não podia descer a Terra, pois a destruiria com a força do impacto. Então, os homens pediram a Shiva que ajudasse e ele permitiu que o rio caísse primeiro sobre sua cabeça, amortecendo o impacto e depois, mais tranqüilo, corresse pela Terra.

LINGAM
Também chamado de linga, é o símbolo fálico de Shiva. Ele representa o pênis, o instrumento da criação e da força vital, a energia masculina que está presente na origem do universo. Está associado ao poder criador de Shiva. A palavra "lingam" significa "emblema, distintivo, signo".
O lingam é o emblema de Shiva. Na Índia, reverenciar o lingam é o mesmo que reverenciar a Shiva. Ele pode ser feito em qualquer material, embora o preferido seja o de pedra negra. Na falta de uma escultura, se constrói um lingam com a areia da praia ou do leito do rio; ou simplesmente se coloca em pé uma pedra ovalada.
É comum, nos templos, se pendurar sobre o lingam uma vasilha com um pequeno orifício no fundo. A água é derramada constantemente sobre ele numa forma de reverência. A base do lingam representa a yoni, o genital feminino, mostrando que a criação se dá com a união do masculino e feminino.

DAMARU
O tambor em forma de ampulheta representa o som da criação do universo. No hinduísmo, o universo brota da sílaba OM. É interessante comparar essa afirmação com o conhecido prólogo do Evangelho de São João: "No princípio era o Verbo (a sílaba, o som). E o Verbo era Deus. (...) Tudo foi feito por Ele (o Verbo) e sem Ele nada se fez.”.
É com o som do Damaru que Shiva marca o ritmo do universo e o compasso de sua dança. Às vezes, ele deixa de tocar por um instante, para ajustar o som do tambor ou para achar um ritmo melhor e, então, todo o universo se desfaz e só reaparece quando a música recomeça.

FOGO
Shiva está intimamente associado a esse elemento, pois o fogo representa a transformação. Nada que tenha passado pelo fogo, permanecerá o mesmo: o alimento vai ao fogo e se transforma, a água se evapora, os corpos cremados viram cinzas. Assim, Shiva nos convida a nos transformarmos através do fogo do Yoga. O calor físico e psíquico que essa prática produz nos auxilia a transcender nossos próprios limites.

NANDI
Nandi é o touro branco que acompanha Shiva, sua montaria e seu mais fiel servo. O touro está associado às forças telúricas e à virilidade. Também representa a força física e a violência. Montar o touro branco significa dominar a violência e controlar sua própria força.
A palavra "Nandi" significa "aquele que dá a alegria". Sua devoção por seu senhor é tão grande que sempre se encontra sua figura diante dos templos dedicados a Shiva. Ele está deitado, guardando o portão principal.

LUA CRESCENTE

A lua, que muda de fase constantemente, representa a ciclicidade da natureza e a renovação contínua a qual todos estamos sujeitos. Ela também representa as emoções e nossos humores que são regidos por esse astro. Usar um crescente nos cabelos simboliza que Shiva está além das emoções. Ele não é mais manipulado por seus humores como são os humanos, ele está acima das variações e mudanças, ou melhor, ele não se importa com as mudanças pois sabe que elas fazem parte do mundo manifesto. Os mestres que se iluminaram afirmam que as transformações pelas quais passamos durante a vida (nascimento e morte, o final de uma relação, mudança de emprego, etc.) não afetam nosso ser verdadeiro e, portanto, não deveríamos nos preocupar tanto com elas.

NATARAJA
Neste aspecto, Shiva aparece como o Rei (raja) dos Dançarinos (nata). Ele dança dentro de um círculo de fogo, símbolo da renovação e, através de sua dança, Nataraja cria, conserva e destrói o universo. Ela representa o eterno movimento do universo que foi impulsionado pelo ritmo do tambor e da dança. Apesar de seus movimentos serem dinâmicos, como mostra seus cabelos esvoaçantes, Shiva Nataraja permanece com seus olhos parados, olhando internamente, em atitude meditativa. Ele não se envolve com a dança do universo, pois sabe que ela não é permanente. Como um yogue, ele se fixa em sua própria natureza, seu ser interior, que é perene.
Em uma das mãos, ele segura o Damaru, o tambor em forma de ampulheta com o qual marca o ritmo cósmico e o fluir do tempo. Na outra, traz uma chama, símbolo da transformação e da destruição de tudo que é ilusório. As outras duas mãos encontram-se em gestos específicos. À direita, cuja palma está à mostra, representa um gesto de proteção e bênçãos (abhaya mudrá). A esquerda representa a tromba de um elefante, aquele que destrói os obstáculos.
Nataraja pisa com seu pé direito sobre as costas de um anão. Ele é o demônio da ignorância interior, a ignorância que nos impede de perceber nosso verdadeiro eu. O pedestal da estátua é uma flor de lótus, símbolo do mundo manifestado.
A imagem toda nos diz: "Vá além do mundo das aparências, vença a ignorância interior e torne-se Shiva, o meditador, aquele que enxerga a verdade através do olho que tudo vê (terceiro olho, Ájña Chakra)."

PASHUPATI
Pashupati é uma das primeiras representações de Shiva e surgiu no neolítico, por volta de 4.000 a.C.. O nome significa "O Senhor dos Animais" (pashu = animais, feras, bestas; pati = senhor, mestre). Ele é representado com três faces, olhando o passar do tempo (passado-presente-futuro). A coroa em forma de cornos de búfalo evidencia a proximidade de Shiva com esse animal que representa as forças da terra e da virilidade. Pashupati está sentado em posição de meditação, o que nos faz pensar que as técnicas meditativas já existiam naquele período. Os quatro animais ao seu redor são o tigre, o elefante, o rinoceronte e o búfalo. Por ser o Senhor das Feras, Pashupati podia meditar entre elas sem ser atacado. Mas, há um outro simbolismo. Esses animais podem representar nossas emoções e instintos mais básicos como o orgulho, a força bruta, o ódio e a sexualidade desenfreada. Pahupati, então, é também aquele que domou suas feras interiores, suas emoções e convive sabiamente com elas.
O Shiva Purana, conta que os deuses estavam em luta com os demônios e, como não estavam conseguindo vencê-los, foram pedir auxílio a Shiva. Shiva lhes disse: "Eu sou o Senhor dos Animais (Pashupati). Os corajosos titãs só poderão ser vencidos se todos os deuses e outros seres assumirem sua natureza de animal." Os deuses hesitaram pois achavam que isso seria uma humilhação. E Shiva falou novamente: "Não é uma perda reconhecer seu animal ( a espécie que corresponde no mundo animal ao princípio que cada deus encarna no plano universal). Apenas aqueles que praticam os ritos dos irmãos dos animais (Pashupatas) podem ultrapassar sua animalidade." Assim, todos os deuses e titãs reconheceram que eram o rebanho do Senhor e que ele é conhecido pelo nome de Pashupati, O Senhor dos animais. Esse texto nos mostra a ligação do Yoga primitivo com o Xamanismo.

ARDHANARÍSHVARA
Nesta representação, Shiva aparece unido a sua esposa Parvati. O lado direito da estátua é claramente masculino, apresentando os atributos de Shiva: a serpente, o tridente, etc. Do lado esquerdo, vemos uma figura feminina, com os trajes típicos, o brinco feminino, etc. Esse aspecto de Shiva representa a união cósmica entre o princípio masculino (Shiva) e o feminino (Parvati), entre a consciência (Shiva) e a matéria (Parvati).

Namastê.

2 de out de 2009

Tantra

Os Tantras estão para os Vêdas assim como o perfume está para as flores.
Kulárnava Tantra


Tantra é uma filosofia comportamental de características matriarcais, sensoriais e desrepressoras. Tem origem dravídica e mais de 5.000 anos de antiguidade. Defino o Tantra como a arte de conhecer-se a si mesmo através do outro. O termo Tantra significa: net, rede, tecido ou teia, ou a trama do tecido; regulado por uma regra geral; o encordoamento de um instrumento musical. Outra tradução é "aquilo que esparge o conhecimento". Ou ainda, segundo Shivánanda, explica (tanoti) o conhecimento relativo a tattwa e mantra, por isso se chama Tantra. Não podemos ignorar a correlação etimológica sugerida pela frase vakrat vak tantraram, que designa a tradição boca-a-ouvido. Tantra é o nome dos antigos textos de transmissão oral (param-pará) do período pré-clássico da Índia. Mais tarde, alguns desses textos foram escritos e tornaram-se livros ou escrituras secretas do hinduísmo. Naquela recuada época de origem do Tantra, a Índia era habitada pelos drávidas, cuja sociedade e cultura eram matriarcais, sensoriais e desrepressoras. Por isso, passaram à história como um povo tântrico, já que essa filosofia é caracterizada principalmente por aquelas três qualidades. Aliás, isso é uma noção amplamente divulgada e universalmente aceita. O Tantra, o Sámkhya e o Yôga são três das mais antigas filosofias indianas e suas origens remontam à Índia proto-histórica, ao período dravídico. Talvez por isso essas três tenham mais afinidades entre si do que cada uma delas com qualquer outra filosofia surgida posteriormente. Este dado é de fundamental importância na milenar discussão: o Yôga mais autêntico é de tendência Sámkhya ou Vêdánta? Tantra ou Brahmácharya? O Yôga mais antigo, o original, é o mais autêntico. Sabendo que o Yôga mais antigo é de raízes Tantra e Sámkhya, podemos afirmar, bem respaldados pela documentação histórica, que a modalidade mais autêntica é o Yôga Tantra-Sámkhya ou, melhor ainda, o Dakshinacharatantrika-Niríshwarasámkhya Yôga, hoje conhecido como Swásthya Yôga.
A HISTÓRIA DO TANTRA
O Tantra é uma filosofia comportamental de características matriarcais, sensoriais e desrepressoras.
De onde surgiram essas características? A maior parte das sociedades primitivas não-guerreiras as tinham. Toda sociedade na qual a cultura não era centrada na guerra, valorizava a mulher e até mesmo a divinizava, pois ela era capaz de um milagre que o homem não compreendia nem conseguia reproduzir: ela dava a vida a outros seres humanos. Gerava o próprio homem. Por isso era adorada como encarnação da divindade mesma. E mais: através das práticas tântricas, era a mulher que despertava o poder interno do homem por meio do sexo sacralizado. Ainda hoje ela é reverenciada como deusa no Tantra.
Daí, a qualidade matriarcal. Dela desdobram-se as outras duas características. A mãe dá à luz pelo seu ventre isso é sensorial. Alimenta o filho com o seu seio isso é sensorial também. Não poderia ser contra a valorização do corpo, não poderia ser anti-sensorial como os brahmácharyas. A mãe é sempre mais carinhosa e liberal do que o pai, até mesmo pelo fato de o filhote ter nascido do corpo dela e não do dele. E também porque é da natureza do macho ser mais agressivo e menos sensível. Pode ser que tal comportamento tenha muita influência cultural, mas é reforçado, sem dúvida, por componentes biológicos.
Por tudo isso e ainda como conseqüência da sensorialidade, desdobra-se a qualidade desrepressora do Tantra. O impulso pelo prazer não é obliterado ou reprimido como ocorre noutras linhas comportamentais. Pelo contrário, o Tantra considera o prazer como uma via bastante válida na conquista do desenvolvimento interior.
Assim era o povo drávida, que vivia antigamente no território hoje ocupado pela Índia. Assim era o Tantra que nasceu desse povo e assim era o Yôga que existia naquela época: um Yôga tântrico.
Mas um dia a Índia começou a ser invadida por hordas de sub-bárbaros guerreiros, os áryas ou arianos.
Ao guerreiro não podem importar o envolvimento mais profundo com a mulher nem a conseqüente família e o afeto. Seria até incoerente. Ele não pode ter laços que o amoleçam ou se sentirá acovardado diante da expectativa da luta e da morte sempre iminente. Então, ele torna-se contra a influência da mulher que frenaria sua liberdade e seu impulso belicoso. É contra os prazeres que o tornariam acomodado. É contra a sensorialidade, pois também não pode se permitir sensibilidade à dor durante o combate ou perante a tortura. Por isso tudo, ele é anti-sensorial, restritivo à mulher e contra o prazer. Por conseqüência, torna-se repressor, pois começa a proibir o sexo, a convivência com a mulher e os prazeres em geral. Depois expande essa restrição, tornando-a uma maneira de ser, uma filosofia comportamental.
Quando os arianos ocuparam a Índia há 3.500 anos, impuseram a cultura brahmácharya (patriarcal, anti-sensorial e repressora), proibindo, portanto, a cultura tântrica (matriarcal, sensorial e desrepressora) por ser oposta ao regime vigente. Quem praticasse o Tantra e reverenciasse a mulher, ou divindades femininas, seria acusado de subversão e traição. Como tal, seria perseguido, preso e torturado até a morte.
Dessa forma, com a sua proibição por razões culturais, raciais e políticas, o Tantra se tornou uma tradição secreta. Continua assim até hoje, pois continuamos vivendo num mundo marcantemente brahmácharya, não apenas na Índia, mas na maior parte das nações.

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29 de set de 2009

Enjoy the silence - Lacuna Coil

Palavras são como a violência
Quebram o silêncio
Vem colidindo
Dentro do meu pequeno mundo
Doloroso para mim
Me perfurando por dentro
Você não pode entender
Minha Garotinha

Tudo que eu sempre quis
Tudo que eu sempre precisei
Está aqui em meus braços
As palavras são muito desnecessárias
Elas só podem prejudicar

Promessas são ditas
Para serem quebradas
Os sentimentos são intensos
As palavras são insignificantes
Da satisfação sobra
então, a dor
As palavras são inexpressivas
E esquecidas

Tudo que eu sempre quis
Tudo que eu sempre precisei
Está aqui nos meus braços.
Palavras são muito desnecessárias
Elas podem apenas trazer prejuizo

Tudo que eu sempre quis
Tudo que eu sempre precisei
Está aqui nos meus braços.
Palavras são muito desnecessárias
Elas podem apenas trazer prejuizo

Aproveite o silencio

28 de set de 2009

Free Bird (Lynyrd Skynyrd)


Se eu partisse amanhã
Você ainda se lembraria de mim?
Pois eu devo seguir viagem, agora
Pois há muitos lugares que
Eu preciso conhecer
Mas, se eu ficasse aqui com você, garota
As coisas simplesmente não seriam iguais
Pois eu sou tão livre quanto um pássaro agora
E este pássaro você não pode mudar
O Senhor sabe, eu não consigo mudar

Até logo, foi um amor gostoso
Embora este sentimento eu não possa mudar
Mas por favor, não leve muito a mal
Pois o Senhor sabe que eu sou o culpado
Mas, se eu ficasse aqui com você, garota
As coisas simplesmente não seriam iguais
Pois eu sou tão livre quanto um pássaro agora
E este pássaro você nunca mudará
E este pássaro você não pode mudar
O Senhor sabe, eu não consigo mudar
Senhor me ajude, eu não consigo mudar

Senhor, eu não consigo mudar...
Não voe tão alto pássaro livre...

27 de set de 2009

The Deeper the love

Quando eu relembro / Tudo que eu fiz
Eu sei que você deve ter chorado / Um rio de lágrimas,
Mas, você estava lá / Quando eu estava pra baixo
Caminhando ao meu lado por entre meus medos mais escuros.

Então quando o sol se pôr / E aquelas noites esfriam,
Eu estarei lá/ Olhando por você.

E quanto mais profundo o amor / Mais forte a emoção
E quanto mais forte o amor / Mais profunda é a devoção.

Tiveram vezes / Que eu quase deixei você ir
Quando eu pensei que precisava ficar livre,
Mas você estava lá / Para sussurrar em meu ouvido
Por que você não compartilha seus sonhos comigo.

Então quando o sol se pôr / E aquelas noites esfriam,
Eu estarei lá / Olhando por você.

E quanto mais profundo o amor / Mais forte a emoção
E quanto mais forte o amor / Mais profunda é a devoção.

Eu não me importo com o que você está fazendo por mim,
Eu não me importo, porque você é tudo que eu posso ver
Eu não me importo, você é o meu mundo

Então quando o sol se pôr / E aquelas noites esfriam,
Eu estarei lá / Olhando por você.

E quanto mais profundo o amor / Mais forte a emoção
E quanto mais forte o amor / Mais profunda é a devoção.

Eu nunca deixarei você partir, No fundo do meu coração, eu sei.
Eu amo você, eu amo você
Eu realmente amo você...

25 de set de 2009

Chai com o Mestrão



Aprenda a fazer o chá indiano que, há mais de vinte anos, servimos para os nossos alunos e amigos.

Ingredientes:

2 litros de água mineral 1/2 copo de açúcar refinado 2 paus de canela 1 copo de gengibre ralado 1/2 copo de leite em pó (Ninho) 2 colheres de chá preto inglês 5 sementes de cardamomo

Modo de preparo:

1. Medir 2 litros de água. 2. Separar 200ml de água para diluir o leite. 3. O restante, pôr para ferver. 4. pôr as sementes de cardamomo no pilão e triturar. 5. Lavar e ralar o gengibre. 6. Pôr o açúcar e a canela em uma panela e levar ao fogo. Utilizando uma colher de pau, mexer até ter uma calda. 7. Adicionar o gengibre e misturar bem. 8. Acrescentar a água pré-aquecida e o cardamomo. 9. Deixar ferver. Após a fervura, baixar o fogo e aguardar cinco minutos. 10. Diluir o leite e adicioná-lo, deixando aquecer por mais um minuto. 11. Desligar o fogo e adicionar as duas colheres de chá preto. Aguardar um minuto. 12. Verificar se a garrafa térmica está pronta para receber o chai. 13. Coar o chai na peneira, depois no filtro e experimentar. 14. Utilizando o funil, pôr o chái na garrafa térmica.

Observação: O chai só estará completo quando a cozinha estiver limpa, organizada e as louças guardadas.

23 de set de 2009

Estrada


Bem vindos aos que descobrem-se com o espírito do lobo em seu peito...
Aqueles que respeitam a sua matilha, reconhecem seu território e respeitam sua caça...
Bem vindos andarilhos que junto aos lobos dividem essa floresta de aço, concreto e asfalto, que transformamos na cordilheira em que vivemos...
Bem vindos aqueles que teimam em uivar mais alto do que um caminho virtual e sabem que essa estrada só aproxima se nos afastamos dela....

Deep Purple !!!!

19 de set de 2009

Bad Things - Jace Everett


Quando você entrou o ar foi embora
E toda sombra se encheu de dúvida
Eu não sei quem você pensa que é
Mas antes que a noite acabe,
Eu quero fazer coisas ruins com você.

Eu sou do tipo que fica acordado a noite inteira em
seu quarto
Coração doente e olhos cheios de tristeza
Eu não sei o que você fez comigo,
Mas eu sei que esse tanto é verdade:
Eu quero fazer coisas ruins com você.

Quando você entrou o ar foi embora
E todas aquelas sombras ali se encheram com dúvidas
Eu não sei quem você pensa que é
Mas antes que a noite acabe
Eu quero fazer coisas ruins com você.

Eu quero fazer coisas realmente ruins com você
Eu não sei o que você fez comigo,
Mas eu sei que esse tanto é verdade:
Eu quero fazer coisas ruins com você.
Eu quero fazer coisas realmente ruins com você.

18 de set de 2009

Flashdance

Nossa esse filme quem não assistiu ??? Performance da Jennifer Beals interpretando a Alex
(versão feminina do Rock Balboa) ....kkkkkkkkkk

Desejo um pouco de tudo

Sensibilidade... Para não ficar indiferente diante das belezas da vida.

Coragem... Para colocar a timidez de lado e poder realizar o que tem vontade.

Solidariedade... Para não ficar neutro diante do sofrimento da humanidade.

Bondade... Para não desviar os olhos de quem te pede ajuda.

Tranqüilidade... Para quando chegar ao fim do dia puder deitar e dormir o sono dos anjos.

Alegria... Para você distribuí-la, colocando um sorriso no rosto de alguém.

Humildade... Para você reconhecer aquilo que você não é.

Sinceridade... Para você ser verdadeiro, gostar de si mesmo, e viver melhor.

Felicidade... Para você descobri-la dentro de você e doá-la a quem precisar.

Amizade... Para você descobrir que, quem tem um amigo, tem um tesouro.

Esperança... Para fazer você acreditar na vida e se sentir uma eterna criança.

Sabedoria... Para entender que só o bem existe, o resto é ilusão.

Desejos... Para alimentar o seu corpo, dando prazer ao seu espírito.

Sonhos... Para poder, todos os dias, alimentar sua alma.

Amor... Para você ter alguém para amar e sentir-se amado.

Para você desejar tocar uma estrela, sorrir para a lua.
Sentir que a vida é bela, andando pela rua.
Para você descobrir que existe um sol dentro de você.
Se sentir feliz a cada amanhecer e saber que o amor é a razão maior para viver.

Mas, se você não tiver um amor, que nunca deixe morrer em você, a procura. O desejo de encontrar. Tenha de tudo, um pouco...

17 de set de 2009

Viver como se não houvesse amanhã ...


O destino de todos os seres vivos é a morte. Morrem flores, plantas, bichos, gente. Até mesmo as estrelas, que nascem em uma explosão de luz, chegam à finitude.
Morremos um pouco todos os dias. Cada anoitecer nos relembra que mais um dia se passou em nossa vida.
E isso nos deveria ser um alerta para os rumos que damos à existência.
Mas por que a morte nos assusta de tal forma?
O sábio se prepara para morrer. Mas para a maioria dos seres humanos, a simples menção da palavra "morte" é um trauma. Não falamos de morte, como se falar disso pudesse atraí-la.
No entanto, preparar-se para morrer é útil. Necessário mesmo. Não se trata de uma atitude mórbida, mas de naturalidade perante o ciclo que rege a vida.
Naturalidade? Sim, pois em nossa vida a morte é uma certeza. Podemos até não saber quando e onde ela virá, mas virá certamente.
Países, idiomas e crenças são diferentes. Mas, paradoxalmente, a grande certeza que nos une a todos é a de que um dia nosso corpo estará morto.
Por isso, vale a pena pensar de modo positivo na morte. Preparar-se para esse momento inevitável.
A psiquiatra suíça Elizabeth Kübler-Ross narra, em seus diversos livros, o sofrimento das pessoas que não se prepararam para morrer ou para dizer adeus aos parentes e amigos.
A médica - que se tornou famosa no Mundo inteiro por seus trabalhos junto a pacientes terminais - observou que a maioria das pessoas traz pendências, assuntos não-resolvidos e traumas que eclodem na hora da morte.
É que não costumamos refletir sobre a nossa própria morte. Sempre a imaginamos muito distante.
E, por isso, vamos adiando a resolução de pendências que poderiam ser solucionadas agora, com calma.
Portanto, vale a pena iniciar uma preparação. Quer uma fórmula simples?
Viva como se fosse o seu último dia. Faça o bem, seja amável e gentil.
Não deixe para amanhã as palavras de afeto, os gestos de amor. Diga à família o quanto você a ama. Deixe os papéis em ordem, os assuntos encaminhados.
Se há mágoas, esqueça, perdoe. Vire a página. Se há assuntos por resolver, esclareça, converse. Enfim, resolva.
Não deixe espaço para que um dia você lamente não ter falado na hora certa.
Viva a vida de forma simples e bela para que, ao encerrá-la, não haja muitos arrependimentos.
O músico Renato Russo tinha uma frase síntese para essa atitude: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã".
Afinal, amanhã a morte pode ter vindo, silenciosa, bater à sua porta, ou da pessoa amada. E até o reencontro, então, poderá ser uma longa espera.
Faça como o poeta Manuel Bandeira. Em um de seus mais inspirados poemas, "Consoada", ele fala sobre o dia em que a morte chegará e vai encontrá-lo preparado.
"Quando a indesejada das gentes chegar,
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com seus sortilégios).
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta, com cada coisa em seu lugar".
Possamos, todos nós, aguardar a morte com a alma leve, a consciência em paz, um sorriso de dever cumprido pairando, suave, nos lábios pálidos.
Quando essa hora chegar, o seu dia - a sua vida - terão sido bons?
Pense nisso!

16 de set de 2009

16 toneladas

Sente este samba quente Que é muito legal
É super pra frente É bem genial
Embalo como este Só quem vai curtir
Quem não se machucar Quando deixar cair
Por isso vem, vem Embale na nossa
Este balanço Tira qualquer um da fossa
Ele é um barato e é da pesada Esse é o famoso 16 toneladas
Eu bolei o ano inteiro Este samba pra frente
É gostoso paca É um samba decente
Segure esta conversa Segure a jogada
Quem não gosta de samba Não gosta de nada
E é curtição No samba empolgado
É o meu timão Num estádio lotado
Turma da pesada Que segura a parada
Esse é o famoso 16 toneladas
Sente este samba quente Que é muito legal
É super pra frente É bem genial
Embalado como este Só quem vai curtir
Quem não se machucar Quando deixar cair
Por isso, vem, vem Embale na nossa
Este balanço Tira qualquer um da fossa
Ele é um barato e é da pesada Esse é o famoso 16 toneladas
Eu já dei o meu recado Agora vou me mandar
Vou refrescar a cuca Pra poder incrementar
A mente está cansada E só da confusão
Onda de pirado Deixa a gente na mão
Por isso vem, vem Quem vai me encontrar
Agora estou na minha Pois estou devagar
Já disse o que queria a toda rapaziada
Ai, oh ... é o 16 toneladas

15 de set de 2009

AC/DC – Alternate Current / Direct Current


É comumente dito que o nome significaria “Alternating Current/Direct Current” (ou, traduzindo para o português, Corrente Alternada/Corrente Contínua). Tal nome teria sido achado na placa existente atrás de uma máquina de costura (que deveria ser provida de um motor universal) de Margaret Young, irmã de Angus e Malcolm, que dão suporte à teoria.

Os membros do AC/DC dizem que não sabiam da conotação bissexual que o termo carrega, já que ele significa um aparelho elétrico que pode ser ligado em duas formas diferentes de corrente.

Algumas figuras religiosas, no entanto, postulam que o significado da sigla advém de “Anti Christ/Devil’s Children” ou Anti-Cristo/Filhos do Demônio, querendo taxar o grupo musical de ser ligado ao satanismo, uma vez que repudiavam o rock pesado e a atitude do grupo, que não estava de acordo com o conservadorismo religioso defendido por estes. A banda nega veementemente essa origem para o nome.

Os irmãos Young sentiram que esse nome iria simbolizar a energia da banda e o amor deles pela música.

Explicação teórica em eletricidade: A corrente alternada, ou CA (em inglês AC – alternating current) é uma corrente elétrica cuja magnitude e direção da corrente varia ciclicamente, ao contrário da corrente contínua (em inglês DC – Direct Current) cuja direção permanece constante e que possui pólos positivo e negativo definidos.

conteúdo original: acdcbrasil.net